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Oficina de Fotografia resgata história das principais ruas de Sorocaba

             Uma das situações mais comuns no cotidiano de uma cidade grande como Sorocaba é o desconhecimento por parte da maioria da população sobre a história e curiosidades dos nomes das ruas, avenidas e praças. Ao lembrar das avenidas, ruas e travessas, contudo, não é sempre que se percebe que elas guardam mais que somente os referenciais de posicionamento, mas também ajudam a resgatar a história de personalidades locais e nacionais ou mesmo das relações entre os moradores de determinada região com o espaço urbano.

            Para colaborar com quem busca esse tipo de informação, a Secultur e o Grupo Imagem através de um projeto de Oficina de Fotografia procuram resgatar as biografias dos endereços das ruas históricas de Sorocaba, indo além das histórias daqueles que nomeiam as vias públicas, mas também registrando em fotos atuais e antigas através de pesquisas onde aquelas ruas estão inseridas, onde fotos das ruas são acompanhadas de textos sobre os logradouros.

Além de uma exposição fotográfica, publicação em sites, pretendemos no futuro fazer um fotolivro com textos atualizados, em um trabalho bastante extenso o que incluiu percorrer as ruas dos cemitérios e túmulos checando dados, ligar para os parentes das pessoas que denominavam as ruas e avenidas.

            Para Werinton Kermes, a importância de se ter as informações sobre as ruas vai além do registro histórico ou da nostalgia, mas inclui questões urbanas como localização, endereçamento para correspondências e a questão cartorária.

 

Carga Horária:

30 horas

Quantidade de aulas:

10 aulas

Duração da aula:

03 horas

Nível:

Intermediário/Avançado

Início:

06 de julho de 2018 – das 19h as 22h

Requisitos:

Ter câmera fotográfica com opção manual, conhecimentos básicos de fotografia e maior de 18 anos.

Local:

Três aulas no Parque dos Espanhóis e as demais nas ruas históricas selecionadas.

Oficineiro:

Fotógrafo Edeson Souza

 

Ruas Contempladas:

 Rua Padre Luiz:

Luiz Silcuna, foi um herói durante a epidemia de febre amarela entre 1897 e 1903. Seu nome foi dado a esta rua pois sua residência se situava nela. Antes de possuir o nome Padre Luiz, a parte baixa desta rua era conhecida como rua do tecelão, devido ao tecelão Antonio Tomaz Ferreira que também residiu ali. Antonio fez parte da tradição de artesãos manuais na fabricação de tecidos, que trabalhavam em teares manuais e horizontais. As redeiras também fizeram parte desta tradição regional.

(Fonte: Maurício Sérgio Dias, Minha Rua Nossa História – Os Personagens e Fatos que dão Nomes às Ruas de Sorocaba, 2002)

 

Rua Monsenhor João Soares:

João Soares do Amaral (Sorocaba, 8 de março de 1844 – Sorocaba, 21 de fevereiro de 1900), conhecido como Monsenhor João Soares, foi um sacerdote católico brasileiro.

Conhecido como o mártir da febre amarela, pois devido ao seu desprendimento, tratava de dar acolhida e tratamento aos infectados pela febre. Sua morte se deu em virtude da contaminação pela doença. Conhecido e querido por toda a população, criou fama entre ela por seus poderes milagrosos. A rua que leva seu nome também foi conhecida como rua das flores. Nos períodos colonial e imperial era a rua que abrigava os prédios mais ricos da cidade, de proprietários geralmente ligados à nobreza.

(Fonte: Maurício Sérgio Dias, Minha Rua Nossa História – Os Personagens e Fatos que dão Nomes às Ruas de Sorocaba, 2002)

 

Rua Cel. Benedito Pires:

(1833 – 1910) Benedito Antonio Pires, nasceu em Cotia. Veio para Sorocaba em 1877, quando comprou de José Ferreira Prestes, a fazenda do Sarapuí. Em 1877, comprou o sobradão do doutor inglês Adams, genro do barão de Mogi-Mirim, à rua das Flores. Filiou-se ao partido republicano e, em 16/11/1889, enquanto Olivério Pilar, em São Paulo, recebia instruções, tomou conta da situação local. Ele e Olivério organizaram ao dia 17 a proclamação do novo regume na Câmara. Coube-lhe a Intendência Municipal, enquanto Olivério reservou para si a delegacia. Continuou chefe de prestígio, inclusive em oposição a Nogueira Martins.

(Fonte: Maurício Sérgio Dias, Minha Rua Nossa História – Os Personagens e Fatos que dão Nomes às Ruas de Sorocaba, 2002)

 

Rua Hermelino Matarazzo:

(? – 1988) Industrial de família com tradição no ramo. No século XIX, o caminho era conhecido como rua do Cemitério. Um tanto afastado da cidade, ficava em frente ao cemitério então denominado Campo de Piques. Bem naquele local, defronte a onde hoje é o portão principal, era o patíbulo empregado para a pena de morte via enforcamento. Nas palavras de Adolfo Frioli “… Cada vez que alguém devesse morrer, por determinação do juri, a Câmara fazia erguer no Campo de Piques, em ponto alto, de frente para a cidade, um cadafalso para enforcamento, o qual ficava à mostra, por muitas semanas após o uso, como que para impor ao passante uma lembrança do crime e do castigo…” Não por mera coincidência só se conhece a  história dos negros enforcados, na época em que o regime escravagista vigorava com toda força.

(Fonte: Maurício Sérgio Dias, Minha Rua Nossa História – Os Personagens e Fatos que dão Nomes às Ruas de Sorocaba, 2002)

 

Rua George Oetterer:

Na cidade de Gotta, na Alemanha, nasceu Jorge Oetterer, filho de Carlos e Rosália. Em 1860, chegou ao Rio de Janeiro onde pegou a febre amarela. Sarando, transferiu-se para São Paulo, onde foi por 11 anos empregado da Companhia Inglesa e, em 1870, casou-se com dona Ana Candido Malheiro, filha de Antonio Pinto Cardoso Malheiro. Pouco antes de 1875 se mudou para Sorocaba. Na Companhia Sorocabana foi superintendente. Durante os acontecimentos da campanha da Abolição, favoreceu os escravos que se reuniam no Cubatão… para o poema de Vicente de Carvalho e a liberdade. Fornecia-lhes passagem. Escriturava, brincando, sacos de carvão. Em 1890, hospedou em sua casa o conhselheiro Mairinque e daí a incorporação de uma Companhia para tecidos, a Fábrica Santa Rosália.

Em 1886, com o genro Frank Speers, havia construído o primeiro encanamento de água de Sorocaba. A chácara Oetterer, depois Speers, é a atual Trujillo. Sua comenda é concessão de D. Pedro II. Em 1900, sendo ainda superintendente da Companhia Sorocabana, prestou os maiores serviços na assistência social às vítimas da epidemia. E depois foi se desvanecendo como acontece com os grandes soldados.

(Fonte: Maurício Sérgio Dias, Minha Rua Nossa História – Os Personagens e Fatos que dão Nomes às Ruas de Sorocaba, 2002)

 

Rua Doutor Afonso Vergueiro:

Advogado, de família tradicional na cidade, morreu em um acidente automobilístico, atropelado lai onde é a prefeitura de hoje, por um trem, voltando de uma festa em Piragibu, atual Éden.

(Fonte: Maurício Sérgio Dias, Minha Rua Nossa História – Os Personagens e Fatos que dão Nomes às Ruas de Sorocaba, 2002)

 

Avenida Eng.º Carlos Reinaldo Mendes:

 

Rua Teotonio Vilela:

Teotônio Vilela nasceu na cidade de Viçosa, Alagoas, no dia 28 de maio de 1917 e morreu  dia 27 de novembro de 1983, de câncer generalizado.

Cedo fez o curso primário na sua cidade natal e o secundário no Ginásio de Maceió e no Colégio Nóbrega em Recife. Apesar de ter frequentado duas faculdades, a de Engenharia e de Direito, no Recife e no Rio de Janeiro, à época no então Distrito Federal. Não chegou a concluir nenhum curso superior, tornando-se autodidata.

Foi a figura central no processo de redemocratização no Brasil.

Com a posse de Ernesto Geisel, em março de 1974, e o início de um projeto de “abertura” política “lenta, gradual e segura”, proposta por Petrônio Portella, o senador alagoano após uma conversa reservada com o presidente, desfraldou a bandeira da redemocratização, colocando-se como porta-voz do processo de distensão e assumindo a posição de “oposicionista da ARENA”.

 

Rua Dom Aguirre:

José Carlos de Aguirre, o Dom Aguirre, (Itaqueri da Serra, 28 de abril de 1880 – Sorocaba, 8 de janeiro de 1973) foi um bispo católico brasileiro.

Natural de Rio Claro, em 1924 é nomeado Bispo Diocesano de Sorocaba, tornando-se o primeiro bispo da cidade. Deixou o bispado apenas com sua morte, após exercer o cargo por 48 anos.

(Fonte: Maurício Sérgio Dias, Minha Rua Nossa História – Os Personagens e Fatos que dão Nomes às Ruas de Sorocaba, 2002)

 

Rua Moreira César:

Oficial de alta patente no exército brasileiro, lutou contra várias sediações ocorridas no início do período republicano. A derradeira foi sua participação em Canudos, contra os revoltosos de Antonio Conselheiro, morrendo durante o combate.

(Fonte: Maurício Sérgio Dias, Minha Rua Nossa História – Os Personagens e Fatos que dão Nomes às Ruas de Sorocaba, 2002)

 

Rua Cesário Mota:

Secretário do Interior do Governo Estadual na região de Bernardino de Campos, na década de 1890. A rua que leva seu nome é um importante logradouro da cidade desde o século XIX.

(Fonte: Maurício Sérgio Dias, Minha Rua Nossa História – Os Personagens e Fatos que dão Nomes às Ruas de Sorocaba, 2002)

 

Rua Duque de Caxias:

Luís Alves de Lima e Silva, Duque de Caxias (25 de agosto de 1803 – 7 de maio de 1880), militar fluminense. Nasceu em Vila do Porto da Estrela, em uma família de militares. Em 1823, com apenas 20 anos, participa da campanha pelo reconhecimento da independência na Bahia como tenente. Promovido a capitão, conduz a linha de frente brasileira na Guerra da Cisplatina em 1825. É nomeado major e chefia o batalhão do imperador até 1831. Em 1840, combate focos de resistência ao governo central no Maranhão e no Piauí. Em recompensa pela pacificação das duas províncias, é elevado ao posto de brigadeiro e recebe o título de barão de Caxias. Como comandante das Armas da Corte, reprime a Revolução Liberal de 1842 em São Paulo e em Minas Gerais e dirige as tropas imperiais contra a Revolta dos Farrapos. Em 1845, dom Pedro II o indica para o Senado pelo Rio Grande do Sul. Lidera as tropas do Exército nas guerras platinas em 1851 e exerce, depois, a Presidência da província gaúcha. Em 1866 chefia as forças brasileiras na Guerra do Paraguai, conquistando Assunção em 1869. No mesmo ano recebe o maior título de nobreza dado a um brasileiro pelo imperador: o de duque de Caxias.

(Fonte: Maurício Sérgio Dias, Minha Rua Nossa História – Os Personagens e Fatos que dão Nomes às Ruas de Sorocaba, 2002)

 

Rua Duque Estrada:

Joaquim Osório Duque-Estrada (Vassouras, 29 de abril de 1870 — Rio de Janeiro, 5 de fevereiro de 1927) foi um poeta, crítico literário, professor e ensaísta brasileiro.  Conhecido pela autoria da letra do Hino Nacional Brasileiro e sua atividade de crítico literário na imprensa brasileira do início do século XX. Foi membro da Academia Brasileira de Letras. Seu poema de 1909, em versos decassílabos, foi oficializado como letra do Hino Nacional Brasileiro por meio do Decreto nº 15.671, do presidente Epitácio Pessoa, em 6 de setembro de 1922, véspera do Centenário da Independência do Brasil.

Foi eleito em 25 de novembro de 1915 para a cadeira número 17 da Academia Brasileira de Letras, na sucessão de Sílvio Romero, foi recebido em 25 de outubro de 1916 pelo acadêmico Coelho Neto.

(Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Os%C3%B3rio_Duque-Estrada)

 

Rua Cel. Cavalheiros:

José Teixeira Cavaleiros foi coronel de Guarda da Nacional, foi presidente do Gabinete de Leitura Sorocabano na segunda metade do século XIX. A Rua da Nova Constituição (antigo nome do logradouro)nasceu de uma discussão entre alguns cidadãos com o poder público, na segunda metade do século XVIII.

(Fonte: Maurício Sérgio Dias, Minha Rua Nossa História – Os Personagens e Fatos que dão Nomes às Ruas de Sorocaba, 2002)

 

Rua Barão do Rio Branco:

José Maria da Silva Paranhos Júnior, Barão do Rio Branco (Rio de Janeiro, 20 de abril de 1845 — Rio de Janeiro, 10 de fevereiro de 1912).

Político e historiador fluminense. Diplomata do Império e da República. É filho do Visconde do Rio Branco, político de renome no Império. Formou-se em Direito no Recife. Em 1869 elegeu-se deputado pelo Mato Grosso. Tornou-se Cônsul do Brasil em Liverpool, na Inglaterra, em 1876. Com a proclamação da República, assume a superintendência geral do Serviço de Emigração para o Brasil. Entre 1893 e 1900 é designado para resolver as disputas pelo território de Sete Povos das Missões – entre Brasil e Uruguai – e do Amapá. Assegura o domínio brasileiro nessas áreas e recebe o título de Barão do Rio Branco em 1888. Em 1902 é indicado para chefiar o Ministério das Relações Exteriores. Resolve a favor do país o conflito com a Bolívia pela posse do Acre e atua em outras questões fronteiriças com Venezuela e Colômbia. Membro da Academia Brasileira de Letras, é autor de vários livros sobre a História do Brasil.

(Fonte: Maurício Sérgio Dias, Minha Rua Nossa História – Os Personagens e Fatos que dão Nomes às Ruas de Sorocaba, 2002)

 

Avenida Antonio Carlos Comitre:

(1951 – 1990)

Ainda jovem já trabalhava no comércio sorocabano. Em 1975 junto com o pai, fundou a Comitre Construtora Ltda., especializada em serviços de galerias e redes de água e esgoto. Participou na implantação de dezenas de loteamentos na cidade e região e benfeitorias a inúmeros bairros de Sorocabana junto com a Prefeitura Municipal. Foi esportista atuante, trabalhou como radialista em suas horas de folga em diversas emissoras locais.

(Fonte: Maurício Sérgio Dias, Minha Rua Nossa História – Os Personagens e Fatos que dão Nomes às Ruas de Sorocaba, 2002)

 

Rua Armando Pannunzio:

Armando Pannunzio (São Paulo, 27 de julho de 1915 — Sorocaba, 22 de janeiro de 1985) Veio com os pais de São Paulo para Sorocaba, quando tinha apenas seis meses de vida. Bacharel em Direito, candidatou-se sem sucesso à prefeitura de Sorocaba em três ocasiões: 1947, 1959 e 1982. Foi prefeito em duas gestões: entre janeiro de 1964 a janeiro de 1969 e de fevereiro de 1973 a fevereiro de 1977. Ligado ao pensamento progressista, suas gestões municipais têm como medidas principais o saneamento financeiro e a construção de obras, tais como pontes, avenidas, ampliação da rede de esgotos.

(Fonte: Maurício Sérgio Dias, Minha Rua Nossa História – Os Personagens e Fatos que dão Nomes às Ruas de Sorocaba, 2002)

 

 

Rua Barão de Tatuí:

Francisco Xavier Pais de Barros, primeiro e único barão de Tatuí, (Sorocaba, 1831 — São Paulo, 6 de dezembro de 1914).

Foi bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de São Paulo (1854), lavrador, deputado, agraciado com o título (decreto de 19.08.1879) de Barão de Tatuí. A avenida que leva o seu nome foi um caminho que ia em direção ao Vossoroca, passando pelo bairro da Água Vermelha, bairro onde, na primeira metade do século XX, João de Camargo empreendia suas rezas e curas. Vários “causos” cercavam essa estrada. Como por exemplo o do menino Alfredinho que, preso ao cavalo que montava, foi arrastado por léguas até o córrego da Água Vermelha. Posteriormente, foi colocada uma cruz no lugar. A estrada servia também como marco divisório das terras da família Ferreira Leão e dos monges beneditinos.

(Fonte: Maurício Sérgio Dias, Minha Rua Nossa História – Os Personagens e Fatos que dão Nomes às Ruas de Sorocaba, 2002)

 

Rua Comendador Pereira Inácio:

António Pereira Inácio nasceu em Baltar, distrito da Cidade do Porto no dia 29 de março de 1875 faleceu em São Paulo no dia 14 de fevereiro de 1951. Chegou com seus pais em 1886 e aprendeu as matérias do curso primário à noite, roubando horas ao trabalho para ajudar o pai, sapateiro. Neste ofício teve por mestre, na rua do Hospital, a Venâncio Lisboa, a quem levou morar consigo em seu palacete de Santa Helena, quarenta anos depois, do mesmo modo que conservou à visitação dos curiosos em sua fábrica, e expôs na inauguração do Mercado novo em Sorocaba a sua banca de sapateiro. Era um sentimental. Em 1890, seus pais mudaram-se para Itapetininga e depois para Boituva, enquanto ele, antes de Boituva, passou três anos trabalhando por conta própria em São Manoel. Em Boituva começou a negociar “Sutor supra credipam”. Em Botucatu, casa-se com dona Lucinda, lá residindo de 1900 a 1905. Neste milésimo transferiu-se para Sorocaba, e fundou a fábrica de óleo Santa Helena. Em 1917, o Banco União, proprietário da fazenda Itupararanga e fábrica de tecidos Votorantim, devido as dificuldades da guerra, faliu. Pereira Inácio e Franscisco Scarpa foram os principais de um grupo que arrematou as duas propriedades em praça pública. Mal recomeçavam os trabalhos, quando ambos compreenderam que juntos não iam. Dois bicudos… Conta-se que vieram às falas e Scarpa, duvidando que Pereira Inácio arranjasse o capital, ofereceu comprar ou vender para ficar só. O comendador preferiu comprar, fê-lo assinar a escritura de compromisso de venda por dois mil contos e correu ao Rio de Janeiro, onde seus patrícios que sempre o sustentaram, por não terem tido prejuízo, desta vez também não falharam. A Sociedade Anônima Votorantim chegou ao cume, graças a este gênio, tanto maior, quanto mais humildes as suas origens.

(Fonte: Maurício Sérgio Dias, Minha Rua Nossa História – Os Personagens e Fatos que dão Nomes às Ruas de Sorocaba, 2002)

 

Avenida Pereira da Silva:

Severino Pereira da Silva, (Taquaritinga do Norte, 6 de Maio de 1895 – Rio de Janeiro, 28 Março de 1986) foi um empresário brasileiro.

Começou sua vida como caixeiro viajante, tornando-se chefe de filial no Rio de Janeiro, onde construiu um circuito de amizades influentes. Em 1940, adquire o controle da Companhia Nacional de Estamparia, sediada em Sorocaba. Foi criador do Jardim Santa Rosália na década de 50. Além do ramo imobiliário e têxtil, Pereira da Silva atuou em outras áreas industriais, especialmente a do cimento.

(Fonte: Maurício Sérgio Dias, Minha Rua Nossa História – Os Personagens e Fatos que dão Nomes às Ruas de Sorocaba, 2002)

 

 

AvenidaJuscelino Kubitschek:

Político mineiro, Presidente da República entre 1956 e 1961. Vence a eleição para presidente da República com 36% dos votos. Com o Slogan “cinquenta em cinco”, seu governo promove a industrialização e a modernização da economia do país e transfere a capital federal para o Planalto Central com a construção de Brasília. Deixa a Presidência e elege-se senador por Goiás no ano seguinte. Tem o mandato cassado e seus direitos políticos suspensos pelo Regime Militar de 1964. Em 1966 organiza a Frente Ampla – movimento de oposição pela redemocratização do país. Morre em um desastre automobilístico na via Dutra, na altura da cidade fluminense de Resende.

(Fonte: Maurício Sérgio Dias, Minha Rua Nossa História – Os Personagens e Fatos que dão Nomes às Ruas de Sorocaba)

 

AvenidaGeneral Osório:

Manuel Luís Osório, Marquês do Herval (Conceição do Arroio, 10 de maio de 1808 Rio de Janeiro, 4 de outubro de 1879) foi um general, político e monarquista brasileiro. De praça do Exército Imperial aos quinze anos de idade, galgou todos os postos da hierarquia militar de sua época, mercê dos atributos de soldado que o consagram como “O Legendário“. Participou dos principais eventos militares do final do século XIX, sendo herói da Guerra da Tríplice Aliança. É o patrono da Arma de Cavalaria do Exército brasileiro (1962).

(Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Luís_Osório)

 

Avenida Eugênio Salerno:

Filho de Antonio Salerno e Felisbina Barbo Salerno, nasceu em 06 de outubro de 1895, na cidade de Sorocaba. Estudou medicina na Itália. Alistou-se como médico às forças constitucionalistas da Revolução Paulista de 1932. Cessado o movimento constitucionalista, Eugênio Salerno é levado ao posto de Prefeito Municipal de Sorocaba. Iniciou uma reforma urbana na cidade, planejando avenidas e largas ruas. Inicou também uma reforma totalno antigo Tetrao São Rafael, então completamente abandonado, adaptando-o para receber a Prefeitura Municipal. Não pôde vê-la inaugurada, pois fora vítima de um atentado que o levou a morte em 17 de agosto de 1935, aos 39 anos.

(Fonte: Otto Wey Netto, Homens que fizeram nossa história, 2015)

 

Rua Cel. Nogueira Padilha:

Político sorocabano, pertenceu à Guarda Nacional. A avenida que leva este nome foi conhecida no passado como Rua dos Morros, acesso para o bairro rural de mesmo nome. Ela servia como marco divisório entre as terras dos monges beneditinos, doadas por Baltazar Fernandes, a as terras da família Barros. No final do século XIX, começam a chegar na região dos Morros imigrantes espanhóis para trabalhar nas terras dos Barros. Parte destes imigrantes acabariam comprando as terras em que viviam. Então pequenos agricultores, inicilamente cultivaram cebiola e produtos de primeira necessidade. Apenas no final dos anos 20 iriam se tornar grandes agricultores, devido à produção de laranja, das quais vários espanhóis eram donos.

(Fonte: Maurício Sérgio Dias, Minha Rua Nossa História – Os Personagens e Fatos que dão Nomes às Ruas de Sorocaba, 2002)

 

Avenida General Carneiro:

Presidente das Províncias de Mato Grosso, Alagoas e Paraná, foi amigo pessoal de D. Pedro II. Era engenheiro mineralogista e lutou na Guerra do Paraguai. Na revolta federalista, foi um dos líderes, morrendo em batalha que comandava no Paraná. A avenida de mão dupla que hoje leva seu nome era também conhecida como caminho do sul.

(Fonte: Maurício Sérgio Dias, Minha Rua Nossa História – Os Personagens e Fatos que dão Nomes às Ruas de Sorocaba, 2002)

 

Rua Juvenal de Campos:

Professor primário. Aos dezenove anos teve sua vocação política despertada, ingressando na vida pública, elegendo-se vereador. Foi vencedor nas lutas políticas e cumpriu cinco mandatos consecutivos nesta cidade. Vereador combativo, elegeu-se por duas vezes deputado à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Vítima de ato discriminatório teve seu mandato parlamentar cassado, com suspensão de seus direitos políticos por dez anos. Afastado da atividade política por força do Ato Institucional nº 5, Juvenal voltou sua atenção para o rádio. Como radialista trabalhou na Rádio Marconi de São Paulo. Foi declarado cidadão sorocabano por sua atuação política exemplar.

(Fonte: Maurício Sérgio Dias, Minha Rua Nossa História – Os Personagens e Fatos que dão Nomes às Ruas de Sorocaba, 2002)

 

Avenida Washington Luís:

Político fluminense radicado em São Paulo. Deposto 21 dias antes do final do mandato, é o último presidente da República Velha. Washington Luís Pereira de Souza nasce em Macaé, filho de família prestigiada no Império. Estuda no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, e forma-se em Direito em São Paulo. Nomeado promotor público do município de Barra Mansa, no Rio de Janeiro, renuncia ao cargo para dedicar-se à advocacia em Batatais, no interior de São Paulo. É eleito vereador em 1897 e prefeito da cidade em 1898. Em 1900 casa-se com Sofia de Oliveira Barros, filha de um cafeicultor de Piracicaba, união que reforça sua ligação com a oligarquia paulista. Com o apoio dela, elege-se prefeito da capital em 1914 e governador do estado em 1920, quando profere sua famosa frase “Governar é abrir estradas”. Investe realmente na modernização da infraestrutura de transportes, construindo 1326 quilômetros de novas estradas. Assume a Presidência da República em 15 de novembro de 1926. Encontra a economia em crise de endividamento interno e externo e de retração das exportações, em parte provocada pela crise econômica mundial. É deposto em 24 de outubro de 1929 pela Revolução Tenentista. Vive os 17 anos seguintes, exilado na Europa e nos Estados Unidos. Volta ao Brasil em 1947. Historiador e membro da Academia Brasileira de Letras, escreve livros e ensaios sobre a história brasileira até morrer, em São Paulo.

(Fonte: Maurício Sérgio Dias, Minha Rua Nossa História – Os Personagens e Fatos que dão Nomes às Ruas de Sorocaba, 2002)

 

Rua Dr. Campos Salles:

Manuel Ferraz de Campos Sales (Campinas, 15 de fevereiro de 1841 — Santos, 28 de junho de 1913). Político paulista e o quarto presidente da República, entre 1898 e 1902.

Foi o primeiro presidente a defender abertamente a privatização. Ao final conseguiu equilibrar as contas públicas, Campos Salles iniciou o governo com um rombo de 44 mil contos, e terminou com sobras de 43 mil contos em dinheiro e 23 mil em reservas de ouro.

Em seu mandato, foi solucionado o litígio sobre a delimitação da fronteira entre o Brasil e a França. Tal litígio era sobre a demarcação da fronteira entre e estado do Amapá e a Guiana Francesa, que havia invadido o território brasileiro, anexando cerca de 260 mil km² do estado. Depois de quase dois séculos de disputas, o litígio foi vencido pelo Brasil em 1900, através do acordo que ficou conhecido como Questão do Amapá, determinando que a fronteira entre os dois territórios fosse o rio Oiapoquee retornando ao Brasil a área que havia sido tomada.

Após o mandato presidencial, foi senador por São Paulo e diplomata na Argentina onde trabalhou com Júlio Roca que também era diplomata e do qual ficara amigo quando ambos foram presidentes. Durante as articulações (demárches) para a eleição presidencial de 1914, seu nome chegou a ser lembrado para a presidência da república, mas faleceu repentinamente em 1913, vítima de uma embolia cerebral, quando passava por dificuldades financeiras

(Fonte: Maurício Sérgio Dias, Minha Rua Nossa História – Os Personagens e Fatos que dão Nomes às Ruas de Sorocaba, 2002)

 

Rua Visconde do Rio Branco:

José Maria da Silva Paranhos, Visconde do Rio Branco (Salvador, 16 de março de 1819 – Rio de Janeiro, 1 de novembro de 1880), foi um político, monarquista, diplomata, militar e jornalista brasileiro. Rio Branco nasceu na capital da capitania da Baía de Todos os Santos em uma família rica, porém a maior parte da fortuna foi perdida após a morte de seus pais ainda em sua infância. Foi o pai de José Maria da Silva Paranhos Júnior, Barão do Rio Branco.

(Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/José_Maria_da_Silva_Paranhos)

 

Rua Visconde de Taunay:

Alfredo Maria Adriano d’Escragnolle Taunay, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 22 de fevereiro de 1843, e faleceu também no Rio de Janeiro em 25 de janeiro de 1899. Foi um nobre, escritor, músico, professor, engenheiro militar, político, historiador e sociólogo brasileiro. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, ocupando a Cadeira n.° 13. Também é o patrono da Cadeira n.° 17 da Academia Brasileira de Música.

(Fonte: http://www.academia.org.br/academicos/visconde-de-taunay/biografia)

 

Rua Barão de Cotegipe:

João Maurício Wanderley, o Barão de Cotegipe (São Francisco de Chagas da Barra do Rio Grande, 23 de outubro de 1815 — Rio de Janeiro, 13 de fevereiro de 1889), era político e democrata baiano. Ministro do Império por diversas vezes, é um dos autores da Lei dos Sexagenários, também conhecida como Lei Saraiva-Cotegipe.

(Fonte: Maurício Sérgio Dias, Minha Rua Nossa História – Os Personagens e Fatos que dão Nomes às Ruas de Sorocaba, 2002)

 

 

Rua Salvador Milego:

 

Avenida Dr. Luiz Mendes de Almeida:

 

Rua Brigadeiro Tobias:

Rafael Tobias de Aguiar, nasceu em Sorocaba no dia 04 de outubro de 1794, numa família de fazendeiros. Político paulista. Conhecido como Brigadeiro Tobias, é um dos chefes da Revolução Liberal de 1842, em São Paulo. Entra na vida pública em 1821, como representante da comarca de Itu no processo de escolha dos deputados brasileiros às Cortes Gerais e Constituintes de Lisboa. Em 1827 é eleito conselheiro do governo provincial. Deputado provincial e geral em várias legislaturas, exerce duas vezes a presidência da província de São Paulo, de 1831 a 1835 e de 1840 a 1841. Recebe o posto de brigadeiro honorário do Império por sua eficiente administração, em que chega a aplicar o próprio salário para financiar escolas, obras públicas e assistenciais. Em 1842 lidera a Revolução Liberal contra D. Pedro II ao lado do padre Antonio Feijó. Consegue reunir 1,5 mil homens na chamada Coluna Libertadora e, partindo de Sorocaba tenta invadir São Paulo para depor o presidente da província, o Barão de Monte Alegre. Antes disso se casa com Domitila de Castro Canto e Melo, marquesa de Santos, ex-amante de D. Pedro I, com quem deixou descendência. Derrotado, foge para o Rio Grande do Sul, onde é preso. Levado para o Rio de Janeiro, fica na cadeia até 1844, quando é anistiado. Tobias foi recebido em festas em São Paulo. Era deputado geral quando faleceu, no Rio, a 07 de outubro, a bordo do vapor “Piratininga”, e em frente a Laje, onde tanto sofrera. Embalsamado, seu corpo foi trazido a enterrar no jazigo da Ordem Terceira de São Francisco, na igreja do mesmo nome, em São Paulo. Escrevia vernáculo muito correntio e castiço. Deixou impressos o seu manifesto, escrito na prisão, e muitos relatórios, bem como uma coleção importante manuscrita, de cartas existentes na Biblioteca do Museu Paulista. Das casas do Brigadeiro só existem hoje a da chácara chamada “Quinzinho de Barros” e a “fazendinha” da estação Brigadeiro Tobias. Foi o fundador da Força Pública do Estado.

(Fonte: Maurício Sérgio Dias, Minha Rua Nossa História – Os Personagens e Fatos que dão Nomes às Ruas de Sorocaba, 2002)

 

Rua Leopoldo Machado:

Leopoldo Machado de Souza Barbosa, mais conhecido como Leopoldo Machado (Arraial de Cepa Forte, hoje Jandaíra, 30 de setembro de 1891 — Nova Iguaçu, 22 de agosto de 1957) foi um escritor, educador e espírita brasileiro. Era filho de Eulálio de Souza e Anna Izabel Machado Barbosa. Leopoldo Machado defendeu a doutrina espírita por todos os meios e formas. Líder baiano, foi um dos grandes incentivadores das mocidades espíritas no Brasil, sendo uma das figuras mais importantes do espiritismo brasileiro. Casou-se com Marília de Almeida Barbosa em 31 de dezembro de 1927. Em 1929 mudou-se com sua esposa para o município de Nova Iguaçu, no estado do Rio de Janeiro, onde inaugurou, em 1930, o Colégio Leopoldo. Juntos também fundaram o Albergue Noturno Allan Kardec e criaram o Lar de Jesus, no natal de 1942, instituição para crianças carentes, onde a educação obedece aos princípios do espiritismo, sendo, ainda no início do século XXI, uma instituição bastante atuante na Baixada Fluminense. Ocupou a cadeira de número 1 da Arcádia Iguaçuana de Letras, com tese sobre seu patrono, Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias. Sua obra é composta por poesias, contos, crônicas e biografias. Além de outros feitos, promoveu ainda o I Congresso de Mocidades e Juventudes Espíritas do Brasil (Rio de Janeiro, julho de 1948) e a criação do Conselho Consultivo de Mocidades Espíritas.

(Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Leopoldo_Machado)

 

Rua Cap. José Dias:

(1833 – 1916)

O capitão José dias nasceu em Sorocaba. Era filho do capitão Inácio Dias de Arruda e dona Manoela de Almeida. Este casal residia na esquina das ruas (atuais) da Penha e Cel. Benedito Pires. Naquele tempo o quintal se encompridava mais pelas duas ruas, dando espaço a um vasto pomar e até a uma senzala para os escravos de serviço na casa. Era o capitão Inácio homem rico e notável na política. Irmão do capitão José Dias, foi o vigário da vara, padre Antonio. O capitão José Dias era homem de muita instrução, escreveu muitos artigos de jornal, por exemplo, a história da igreja de Santo Antonio, e várias peças de teatro, que não foram impressas. Foi Intendente municipal durante a epidemia de febre amarela, ocorrida entre dezembro de 1899 e março de 1900, e que fez, entre 300 e 500 vítimas (o povo diz mil). Foi um herói e abnegado, arriscando a vida e desdobrando-se me trabalhos de assistência social. De seu caráter de rígida têmpera é exemplo este episódio: tendo a Câmara de aprovar o ato do povo, colocando no largo Santa Gertrudes a placa com o nome do benemérito Dr. Fajardo, outro benemérito da febre amarela, ele votou contra dando uma lição de história local a seus colegas: que  Santa Gertrudes era o nome em honra de dona Gertrudes Aires de Aguiar, a grande mãe do brigadeiro, a qual com o filho deu o terreno e ali residiu. O capitão José Pires autorizou à sua custa, sem canteiros, o largo da Matriz, em 1899.

(Fonte: Maurício Sérgio Dias, Minha Rua Nossa História – Os Personagens e Fatos que dão Nomes às Ruas de Sorocaba, 2002)

Rua Newton Prado:

Rua Pedro José Senger:

(1820 – ?) Prussiano, tinha um armazém de secos e molhados na Avenida São Paulo, em Sorocaba.

(Fonte: Maurício Sérgio Dias, Minha Rua Nossa História – Os Personagens e Fatos que dão Nomes às Ruas de Sorocaba, 2002)