Imagem capa - Dia Internacional da Fotografia 2020 por Grupo Imagem
Eventos

Dia Internacional da Fotografia 2020


34º Edição


O Grupo Imagem Núcleo de Fotografia e Vídeo de Sorocaba, entidade que congrega aficionados pelas artes visuais e sua difusão, em parceria com A Matrix Digital, Secretaria de Cultura e Turismo de Sorocaba - SECULTUR, e demais parceiros, esse mês de agosto 2020, devido a Pandemia do Coronavirus  será somente Digital, em nossos websites e redes sociais,  estaremos comemorando o “Dia Internacional da Fotografia”.

Uma exposição fotográfica virtual com fotos feitas em edições anteriores, além de publicação de fotos, vídeos e textos nas redes sociais dos amigos fotógrafos interessados em participar.

Agradecemos todos nossos parceiros que sempre nos deram apoio neste evento: Matrix Digital, Espaço Dorcas Estética e Terapia e Salão Diniz, assim como modelos da agência Mega Model.


CONVOCATÓRIA

Convidamos todos os fotógrafos, amadores e profissionais para participar das comemorações dos "DIA INTERNACIONAL DA FOTOGRAFIA" enviando fotos, vídeos ou textos para o e-mail: edeson.souza@gmail.com - WhatsApp ou Telegram 15-98114-0891.

FOTOS: Tema livre - Lado maior 2048 pixel com marca d'agua.

VÍDEOS: Depoimento pessoal sobre fotografia curto de +/- 1 minuto com a identificação. O vídeo deve ser na horizontal no formato mp4.

TEXTOS: Frases, depoimento, poesia - Limite de 300 caracteres.



O DIA INTERNACIONAL DA FOTOGRAFIA


A data escolhida para a comemoração do Dia Internacional da Fotografia teve sua origem no ano de 1839, quando, em 7 de janeiro, na Academia de Ciências da França, foi anunciada a descoberta da Daguerreotipia, um processo fotográfico desenvolvido por Joseph Nicèphore Niépce (1765-1833) e Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851). 

Cerca de sete meses depois, em 19 de agosto, durante um encontro realizado no Instituto da França, em Paris, com a presença de membros da Academia de Ciências e da Academia de Belas-Artes, o cientista François Arago, secretário da Academia de Ciências, explicou o processo e comunicou que o governo francês havia adquirido o invento, colocando-o em domínio público e, dessa forma, fazendo com que o “mundo inteiro” tivesse acesso à invenção.

Em troca, Louis Daguerre e o filho de Joseph Niépce Isidore, passaram a receber uma pensão anual vitalícia do governo da França, de seis mil e quatro mil francos, respectivamente.

A velocidade com que a notícia do invento do Daguerreótipo chegou ao Brasil é curiosa: cerca de 4 meses depois do anúncio da descoberta, foi publicado no Jornal do Commercio, de 1º de maio de 1839, sob o título “Miscellanea”, na segunda coluna, um artigo sobre o assunto – apenas 10 dias após de ter sido assunto de uma carta do inventor norte-americano Samuel F. B. Morse (1791 – 1872), escrita em Paris em 9 de março de 1839 para o editor do New York Observer, que a publicou em 20 de abril de 1839.

 Um Daguerreótipo consiste em uma imagem única e positiva, formada diretamente sobre placa de cobre, revestida com prata e, em seguida, polida e sensibilizada por vapores de iodo. Depois de exposta na câmera escura, a imagem é revelada por vapores de mercúrio e fixada por uma solução salina.

Nossos agradecimentos aos parceiros, em especial ao Adolfo Frioli e Antonio Carlos Sartorelli, que está nos ajudando com fotos e pesquisas sobre o homenageado.



Glossário Técnicas e Processos 

Fotográficos do Século XIX


Colotipia


Processo fotomecânico de impressão introduzido em 1870 e utilizado até hoje em pequena escala. Uma base de metal ou vidro recoberta com gelatina bicromatada é exposta à luz, em contato com um negativo, e produz uma matriz para impressão de imagens em pigmento. O endurecimento e a reticulação da gelatina, em função da exposição à luz, permitem a absorção diferencial de tinta pela matriz correspondente à gradação tonal da imagem fotográfica no negativo e posterior impressão de cópias (em geral utilizadas para ilustrações de publicações ou cartões-postais).

Fotogravura


Processo de impressão fotomecânica desenvolvido por Henry Talbot em 1850 e aperfeiçoado pelo tcheco Karl Klic em 1879, também conhecido como “heliogravura”. Utiliza a luz para formar uma imagem fotográfica em uma chapa de cobre que, após ser tratada em ácido, recebe tinta e é impressa em papel de algodão. A chapa, recoberta por gelatina bicromatada fotossensível, é texturizada, como uma água-tinta, pelo depósito de grãos de resina. Em seguida, o cobre é mergulhado em sucessivos banhos de ácido, deixando a chapa pronta para ser entintada.

Negativo / Colódio Úmido


Introduzido em 1851 por Frederick Scott Archer. A placa de vidro recebia uma camada de colódio (nitrato de celulose dissolvido em éter e álcool) contendo iodeto de potássio. Em seguida, era imersa num banho de nitrato de prata. A exposição devia ser feita com a placa ainda úmida, e o negativo era revelado imediatamente depois, numa solução ácida de sulfato de ferro, sendo em seguida fixado numa solução de cianeto de potássio. Os primeiros fotógrafos a utilizar esse processo enfrentavam uma série de dificuldades, como o inglês Roger Fenton, que, ao fotografar a Guerra da Crimeia, teve problemas devido à temperatura excessivamente alta, que secava suas placas antes que pudesse fazer os registros.


Negativo / Gelatina


Introduzido em 1871 pelo inglês R.L. Maddox, era também conhecido como placa seca, em oposição às precedentes placas de colódio úmido, que deviam ser expostas à luz logo após o banho de sensibilização em solução de nitrato de prata. As placas de vidro, emulsionadas com gelatina, eram de manuseio mais fácil, pois podiam ser compradas já pré-sensibilizadas e expostas na câmera diretamente, sem nenhuma intervenção maior do fotógrafo. O preparo das emulsões de gelatina já contendo haletos de prata fotossensíveis para posterior aplicação sobre diversos suportes (vidro, papel, filme flexível) permitiu o desenvolvimento da indústria fotográfica, tal qual a conhecemos hoje.

Papel Albuminado


Introduzido pelo francês Louis Désiré Blanquart-Evrard em 1850, tornou-se o papel mais utilizado em cópias fotográficas até 1890, tem esse nome porque recebia uma camada de albúmen contendo cloreto de sódio e era sensibilizado em seguida com nitrato de prata. Obtido diretamente da clara do ovo de galinha, o albúmen é uma substância composta por várias proteínas e outros constituintes. Forma a camada adesiva transparente que mantém em suspensão sobre a superfície do papel a substância formadora da imagem fotográfica processada, isto é, a prata metálica. Fez sucesso devido a sua superfície bastante uniforme e regular, o que proporcionava uma fineza de detalhes superior à dos papéis usados até então (saltpapers).

Papel de Gelatina e Prata


Introduzido comercialmente por volta de 1880, permanece em uso desde então. Os dois principais tipos são: aqueles em que a imagem é produzida pela ação direta da luz (printing-out paper); e aqueles em que, após uma exposição de curta duração, a imagem latente é revelada quimicamente (development papers), e que possuem sensibilidade suficiente para permitir ampliações de negativos. Esse fato, no final do século XIX, revolucionou não só a prática de laboratório (não acondicionando mais a produção de cópias exclusivamente à exposição por contato dos negativos originais), como permitiu o desenvolvimento de câmeras e filmes fotográficos de pequeno formato.

Platinotipia


Processo fotográfico para obtenção de cópias em papel que utiliza sais de ferro fotossensíveis e platina precipitada para a formação da imagem final. A imagem obtida é depositada diretamente sobre as fibras do papel, apresentando uma escala tonal rica e de extrema fineza. É um dos processos fotográficos considerados permanentes.

Fontes:

http://brasilianafotografica.bn.br/

http://boriskossoy.com/publicacao/hercule-florence-a-descoberta-isolada-da-fotografia-no-brasil/

Historiador Adolfo Frioli - https://www.facebook.com/adolfo.frioli



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